Ana Magalhães, responsável pelo departamento de Design de Interiores da Contacto Atlântico, foi entrevistada pelo idealista/news a 25 de maio de 2026. A conversa aborda o método, os valores e a visão que orientam o trabalho de design de interiores do atelier, um dos mais reconhecidos em Cascais e na área de Lisboa. A entrevista completa pode ser consultada no idealista/news.

Design de interiores além da estética: os três pilares de Ana Magalhães
Para a responsável de design de interiores da Contacto Atlântico, um projeto bem-sucedido assenta em três pilares indissociáveis: estética, funcionalidade e emoção. A ausência de qualquer um deles compromete o resultado. Um espaço pode ser visualmente apurado mas falhar na utilização diária. Pode ser funcional e bonito mas deixar quem o habita indiferente.
É o terceiro pilar, o da emoção, que distingue o trabalho de design de interiores da Contacto Atlântico. Segundo Ana Magalhães, a emoção nasce da capacidade de interpretar quem vai habitar o espaço e traduzir essa identidade em decisões concretas de desenho.
“Se um projeto não te causar nenhum tipo de emoção é um espaço branco. Pode ter muita cor, mas para ti não te diz nada.”
Esta convicção tem raízes na formação pessoal da designer. Foi o cinema, com a sua capacidade de construir atmosferas e provocar sentimentos, que despertou em Ana Magalhães o interesse pelos interiores: não pela estética isolada, mas pela emoção que um espaço consegue desencadear em quem o experimenta.

Conhecer o cliente: a base de qualquer projeto de design de interiores
Ouvir antes de desenhar
Para Ana Magalhães, não é possível fazer design de interiores sem conhecer profundamente quem vai habitar ou utilizar o espaço. Este processo implica ir além das preferências estéticas declaradas e compreender os hábitos, rotinas e a forma como o cliente vive no dia a dia.
“Não vais fazer um projeto para uma pessoa que não conheces, nunca vais conseguir agradar essa pessoa. Tens que perceber como é que essa pessoa vive no dia a dia: toma pequeno-almoço com a família ou não, costuma ler ou não, porque isso vai definir vários espaços na casa.”
A designer compara este trabalho ao de um psicólogo: é preciso criar confiança, abrir o diálogo e perceber o que o cliente não consegue ainda formular. Só assim é possível criar espaços que correspondam genuinamente a quem os usa, sejam projetos de design de interiores residenciais, sejam intervenções em espaços comerciais ou de marca.
Design de interiores integrado: todas as valências sob o mesmo teto
Uma das características que distingue o trabalho de design de interiores da Contacto Atlântico é a integração com as outras disciplinas do atelier: arquitetura, engenharia e paisagismo. Esta proximidade permite que os projetos sejam pensados desde o início como um todo coerente, do exterior ao pormenor interior.
“Qualquer projeto é uma conversa entre diferentes profissionais e o cliente. Se nos sentarmos todos na mesma mesa, é muito mais fácil tirar o projeto adiante. Com a equipa de paisagismo, com a equipa de arquitetura, estamos constantemente em comunicação. Os interiores, tudo está ligado. Nenhum espaço é desconectado.”

Para o cliente, a vantagem é direta: não tem de se repetir com diferentes equipas, nem corre o risco de um resultado fragmentado. O projeto é pensado de forma integrada, com coerência entre a proposta exterior e a experiência interior.
Esta abordagem funciona tanto para projetos de grande orçamento como para projetos mais contidos. A integração tende a ser ainda mais valiosa quando os recursos são limitados, pois permite priorizar com rigor e evitar refações futuras, tornando o investimento mais eficiente a longo prazo.
Projetos de design de interiores que marcam o percurso da Contacto Atlântico
Entre os projetos que Ana Magalhães destaca, o trabalho para a Nestlé é referido como exemplo de excelência no trabalho em equipa: reuniu as equipas internas da Contacto Atlântico com a equipa do cliente numa dinâmica de confiança que se refletiu no resultado final da nova loja.

No campo residencial, a Casa Cobre, moradia concluída em 2024 na Quinta da Bicuda, em Cascais, ilustra a abordagem do atelier ao design de interiores em contexto de habitação: materiais cuidados, relação fluida entre interior e exterior, e uma linguagem que responde ao cliente e ao lugar. A casa foi divulgada na revista VERSA (grupo Media Capital) como exemplo de “casa única portuguesa que traz a natureza para o interior”.
O trabalho de design de interiores da Contacto Atlântico em Cascais, combinado com a sua presença na área de Lisboa, posiciona o atelier como uma das referências de design de interiores em Portugal para clientes residenciais e de marca que procuram coerência, qualidade e uma abordagem verdadeiramente integrada.
O próximo desafio: um hotel como laboratório do design de interiores
Quando questionada sobre o projeto que mais gostaria de desenvolver, Ana Magalhães responde com uma precisão que reflete o seu método: um hotel.
“Tens vários espaços nele: restaurante, ginásio, quartos, zona mais social. E tens de pensar naquele hotel como um todo. A experiência de quem o visita tem de ser uniforme, tem de haver uma linguagem ao longo de todos estes diferentes espaços.”
A visão da designer para este projeto ideal envolve sentar à mesma mesa o chefe de cozinha, a equipa do spa e todos os responsáveis pelos diferentes espaços. Uma abordagem que resume, em grande escala, o que a Contacto Atlântico faz em cada projeto de design de interiores: pensar o espaço ao pormenor, para as pessoas certas, com todas as equipas a trabalhar no mesmo sentido.
A entrevista completa com Ana Magalhães foi publicada pelo idealista/news a 25 de maio de 2026 e pode ser consultada aqui.
