Av. da Liberdade 193
Descrição
O projeto para este edifício, um palacete do século XIX localizado no número 193 da Avenida da Liberdade, representa uma intervenção qualificada na arquitetura contemporânea em Portugal, combinando conservação, transformação e ampliação numa área total de 1.352,47 m². Desenvolvido para acolher um programa de retalho de elevada exigência, o projeto redefine a relação entre património e uso contemporâneo, estabelecendo um equilíbrio entre preservação e arquitetura de gama alta.
A intervenção incide na reabilitação do edifício e do seu logradouro, classificado como Imóvel de Interesse Público. A estratégia inclui uma adaptação controlada da fachada, a alteração de uso e uma renovação interior cuidada, complementadas pela introdução de um novo volume em vidro, concebido para dialogar com a estrutura existente.
Desenho Arquitetónico, Materialidade e Património
O projeto é orientado pela relação entre a loja e o passeio público, reforçando a presença do edifício na Avenida da Liberdade. A integração de uma estrutura contemporânea em vidro estabelece um diálogo entre passado e presente, garantindo continuidade espacial sem comprometer a integridade do conjunto.
A materialidade assume um papel fundamental neste equilíbrio. A intervenção articula a preservação de elementos existentes com a introdução de componentes contemporâneos, assegurando coerência entre antigo e novo. A reabilitação interior valoriza elementos significativos, como a escadaria e a lareira, mantendo o carácter histórico do edifício.
Atelier de Referência em Portugal: Identidade e Reabilitação
A relação entre arquitetura e património é central ao projeto, orientando todas as decisões de desenho. A atmosfera nobre do edifício é prolongada para os novos espaços, garantindo uma continuidade arquitetónica consistente.
Através de ajustes de fachada, reabilitação seletiva do interior e introdução de um volume contemporâneo, o projeto Avenida da Liberdade 193 afirma-se como um exemplo de renovação arquitetónica cuidada. Integrado no portefólio do Contacto Atlântico, reforça o posicionamento do atelier como uma referência na arquitetura em Portugal, reconhecido pela capacidade de conciliar sensibilidade histórica com inovação arquitetónica.
