Rossio 62
Descrição
O Rossio 62 traduz uma intervenção cuidada na arquitetura contemporânea em Portugal, centrada na reabilitação de um dos edifícios que enquadram a Praça D. Pedro IV, no coração histórico de Lisboa. O projeto tem como objetivo recuperar a leitura original de uma construção profundamente alterada ao longo do tempo, restabelecendo a sua coerência arquitetónica e adaptando-a às exigências atuais. Esta abordagem reflete um equilíbrio entre preservação e arquitetura de gama alta, onde património e contemporaneidade se articulam com rigor.
O edifício desenvolve-se em cinco pisos acima do solo e um piso em cave. A intervenção reorganiza os espaços interiores de acordo com o novo programa, garantindo percursos claros e uma distribuição funcional bem definida. Esta reestruturação permite responder às necessidades atuais sem comprometer a memória e identidade do edifício.
Desenho Arquitetónico, Materialidade e Programa
No interior, o layout privilegia a clareza e a legibilidade espacial, assegurando uma utilização eficiente e coerente. A intervenção evita transformações excessivas, focando-se na valorização das qualidades existentes e na definição de uma leitura arquitetónica consistente. Esta abordagem evidencia a importância da materialidade e da contenção em projetos de reabilitação.
Ao nível do comércio, as lojas são tratadas de forma diferenciada. A antiga loja de telecomunicações é redesenhada de acordo com a nova proposta, enquanto o Café Gelo e a Espingardaria se mantêm inalterados, preservando a sua presença consolidada no Rossio. Adicionalmente, o anexo da farmácia é eliminado, permitindo a recuperação da composição original da fachada.
Atelier de Referência em Portugal: Património e Identidade Urbana
A relação entre arquitetura e património é central no projeto Rossio 62. Cada decisão é orientada pela valorização da identidade do edifício e pela sua integração no contexto urbano envolvente, contribuindo para a continuidade de um dos espaços mais emblemáticos de Lisboa.
Através da recuperação da fachada e da reorganização interior, o projeto alcança uma renovação equilibrada e precisa. Integrado no portefólio do Contacto Atlântico, reforça o posicionamento do atelier como uma referência na arquitetura em Portugal, reconhecido pela capacidade de desenvolver intervenções rigorosas e sensíveis ao contexto.
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