Rua Actor Taborda nº15
Rua Actor Taborda nº15
Rua Actor Taborda nº15

Rua Actor Taborda nº15

Descrição

A reabilitação do edifício da Rua Actor Taborda nº15 traduz o rigor técnico e a inteligência espacial que distinguem a Contacto Atlântico como um atelier de arquitetura de referência em Portugal. Situado na freguesia de Arroios, no coração de Lisboa, este edifício de nove pisos foi integralmente reabilitado para acolher a nova sede do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários. O projeto, da autoria do Arquiteto André Caiado, preserva a traça e a linguagem original da fachada e reinterpreta o interior num ambiente de trabalho contemporâneo, funcional e luminoso, exemplo do modo como a arquitetura de escritórios em Lisboa pode qualificar o património construído da cidade.

Um edifício de escritórios reabilitado no coração de Lisboa

O edifício desenvolve-se por nove pisos: sete acima da cota de soleira e dois em cave, com uma única frente de rua sobre a Rua Actor Taborda. Anteriormente ocupado por uma clínica, o imóvel apresentava uma planta muito compartimentada, desajustada do novo uso. A intervenção parte de um levantamento rigoroso do existente e da análise histórica dos processos do Arquivo Municipal de Lisboa, com um objetivo claro: reabilitar o edifício mantendo a sua traça original e dotá-lo das características técnicas e funcionais adequadas a uma sede sindical moderna.

Inserido em Área de Reabilitação Urbana de Lisboa, o projeto reforça o compromisso da Contacto Atlântico com a regeneração da cidade, intervindo com respeito pelo alinhamento e pela continuidade da frente urbana em que se insere.

Uma reabilitação que respeita a traça original

A abordagem à fachada é de contenção e fidelidade ao projeto original. Os painéis em fibra de vidro que revestem o edifício são recuperados e todas as caixilharias são substituídas sem alterar a métrica ou a posição dos vãos, dotando o edifício de melhor comportamento térmico e acústico. A volumetria e a morfologia mantêm-se, preservando-se as cotas de soleira e o enquadramento na rua.

No interior, a lógica é a oposta: a compartimentação excessiva herdada do uso anterior dá lugar a espaços amplos e confortáveis, adaptados ao novo programa. Uma nova escada em estrutura metálica, leve e de fácil execução, liga os pisos de cave ao piso térreo, melhorando a circulação e a segurança em caso de emergência com o menor impacto possível na estrutura existente.

Espaços de trabalho pensados para o sindicato

Os pisos superiores acolhem os escritórios do sindicato, organizados sobretudo em open space para tirar o máximo partido da luz natural das duas fachadas. As divisórias entre gabinetes e áreas de circulação são em vidro, ampliando a perceção do espaço e a entrada de luz. O programa combina postos de trabalho abertos, gabinetes fechados para as equipas que deles necessitam, salas de reuniões, armários de cacifos e cabines insonorizadas para chamadas e reuniões online. No último piso, recuado num diedro de 45 graus para cumprir o Plano Diretor Municipal de Lisboa, localizam-se o gabinete da presidência e uma sala de reuniões, com duas varandas sobre as fachadas principal e de tardoz.

Atendimento, refeições e um terraço com vida

O piso térreo assume o caráter mais público do edifício, com o atendimento aos associados, salas de reuniões, espaços de cowork, balcões de negócios e uma sala de formação. A partir da entrada, um hall aberto e controlado organiza os acessos aos pisos superiores, enquanto uma nave ampla, libertada das antigas divisórias, acolhe os serviços de apoio aos sócios sob a luz das claraboias existentes.

No piso seguinte desenvolve-se a zona de refeições: um refeitório para os trabalhadores e um lounge para os associados, que se prolonga para um terraço exterior. Antes inacessível, este terraço é reconvertido num espaço de convívio percorrível, com floreiras, mobiliário exterior e capacidade para pequenos eventos do sindicato.

Rigor técnico ao serviço da cidade

A intervenção integra as exigências técnicas de um edifício desta dimensão sem comprometer a sua leitura. Face à vulnerabilidade sísmica moderada do local, o projeto prevê o reforço estrutural do edificado, salvaguardando os edifícios vizinhos. As infraestruturas de AVAC e telecomunicações concentram-se numa nova conduta técnica vertical e os equipamentos ficam discretamente instalados no fundo do terraço. A gestão de resíduos cumpre integralmente o regulamento municipal, com um compartimento próprio dimensionado para o edifício.

Discreta no exterior e transformadora no interior, a reabilitação da Rua Actor Taborda nº15 reafirma a Contacto Atlântico como uma referência da arquitetura em Lisboa, capaz de devolver um edifício à cidade com rigor técnico, clareza espacial e uma nova vida útil.

Informações

Sector:
Escritórios
Ano:
2026
Área Bruta:
2 530 m²
Área de Implantação:
928,22 m²
Níveis:
9 (2 pisos em cave + 7 acima da cota de soleira)
Localização:
País:
Portugal
Cliente:
Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários