A Contacto Atlântico foi recentemente destacada no site internacional Urdesign com o projeto Zara Rossio, em Lisboa. Esta publicação vem reforçar a visibilidade internacional do atelier e sublinhar a relevância do seu trabalho na reabilitação de edifícios históricos em contexto urbano.
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Reabilitar o passado, projetar o presente
Localizado entre a Praça D. Pedro IV e a Praça da Figueira, o projeto Zara Rossio representa uma intervenção cuidadosa num edifício pombalino com mais de 200 anos. O objetivo não passou por criar um espaço comercial convencional, mas sim por devolver vida ao edifício, respeitando a sua identidade histórica.
A abordagem da Contacto Atlântico partiu de uma leitura sensível do lugar. Em vez de isolar o edifício do contexto urbano, a proposta reforça a ligação à cidade, transformando o espaço num elemento permeável, aberto ao fluxo natural de pessoas e à dinâmica do Rossio.

Arquitetura em diálogo com a memória
Preservação como ponto de partida
Um dos aspetos centrais do projeto foi a preservação da chamada “alma pombalina”. Elementos originais, como azulejos históricos e pinturas decorativas, foram cuidadosamente integrados na nova intervenção, garantindo continuidade entre passado e presente.
Esta opção evita uma estética genérica e reforça o carácter único do espaço. Cada detalhe contribui para uma experiência mais rica e contextualizada, onde a arquitetura não apaga a história, mas constrói a partir dela.
Espaço fluido e ligação à cidade
A organização interior foi pensada para favorecer a continuidade entre espaços. O piso térreo funciona como uma extensão da rua, convidando à entrada e promovendo uma relação direta com o espaço público.
A introdução de aberturas estratégicas e a utilização de poços de luz existentes permitem que a luz natural percorra todo o edifício. Esta fluidez espacial é essencial para adaptar o edifício às exigências contemporâneas sem comprometer a sua estrutura original.


Uma experiência que vai além do retalho
O projeto integra diferentes funções, combinando área comercial com espaços de convívio. Um dos exemplos mais marcantes é a presença de um café que mantém a ligação à tradição local, reinterpretando o conceito de comércio num contexto mais experiencial.
Referências a espaços históricos da cidade, como antigas pastelarias e lojas emblemáticas, reforçam essa continuidade cultural. O resultado é um ambiente onde a arquitetura, o comércio e a memória coletiva coexistem de forma natural.
Engenharia discreta e integração contemporânea
A introdução de soluções técnicas foi feita de forma quase invisível. Sempre que possível, privilegiou-se a conservação dos elementos existentes, recorrendo a materiais discretos quando foi necessário intervir.
Este equilíbrio entre engenharia e arquitetura permite responder às exigências atuais sem comprometer a leitura do edifício. A intervenção afirma-se pela subtileza, garantindo que a história continua a ser o elemento dominante do espaço.



Um projeto que reforça a presença internacional da Contacto Atlântico
A publicação no Urdesign confirma o posicionamento da Contacto Atlântico como um atelier capaz de intervir em contextos complexos, conciliando património, funcionalidade e contemporaneidade.
Com uma abordagem integrada e uma forte atenção ao detalhe, a empresa continua a afirmar-se em projetos que exigem sensibilidade arquitetónica e capacidade técnica, tanto em Portugal como no panorama internacional.
