TagusPark
Descrição
A proposta desenvolvida para o edifício central do Taguspark introduz uma intervenção arquitetónica que redefine a experiência de chegada num dos mais relevantes polos empresariais e de inovação em Portugal. Concebido pelo Contacto Atlântico, um atelier de arquitetura de referência em Portugal, o projeto estabelece uma nova entrada com carácter monumental, valorizando a identidade e a presença das infraestruturas existentes. Esta abordagem reflete um compromisso claro com a arquitetura contemporânea em Portugal, onde precisão, clareza e integração contextual orientam cada decisão de projeto.
A intervenção é concebida como um elemento autónomo, com identidade própria, mantendo simultaneamente um diálogo coerente com o ambiente envolvente do Taguspark. Esta relação estende-se às obras de arte existentes no campus e à linguagem associada ao Museu de Arte Urbana. O resultado é um gesto arquitetónico distintivo, mas plenamente integrado, reforçando a continuidade espacial e cultural do conjunto.
Desenho Arquitetónico, Funcionalidade e Materialidade
O conceito arquitetónico evolui a partir de uma proposta inicial de fachada que incluía uma porta giratória. No entanto, a necessidade de cumprir os requisitos atuais de segurança contra incêndios levou à reformulação dos acessos. Esta adaptação permitiu melhorar a funcionalidade e a fluidez de circulação, reforçando o desempenho do edifício sem comprometer a coerência do desenho.
A introdução de uma pala assume um papel central na redefinição da entrada. Para além de garantir proteção permanente face às condições atmosféricas, cria um ponto de acolhimento mais claro e qualificado. A pala define também uma zona de espera, contribuindo para uma experiência mais confortável e estruturada.
A materialidade é tratada com rigor e consistência. O elemento integra perfis metálicos lacados, alinhados cromaticamente com os caixilhos existentes, assegurando continuidade visual. Esta abordagem reforça uma linguagem arquitetónica coerente e contida, valorizando a precisão do detalhe e a qualidade do conjunto.
Identidade, Integração e Expressão Arquitetónica
À semelhança de outras intervenções no Taguspark, o projeto incorpora uma dimensão simbólica subtil. A disposição dos perfis metálicos permite a leitura da palavra “Taguspark” em código Morse, introduzindo uma narrativa discreta na composição arquitetónica. Este gesto reforça a identidade do projeto com precisão e contenção, alinhando-se com uma abordagem à arquitetura em Portugal que valoriza conceito e significado.
Ao nível da pala, a arquitetura funciona como elemento de ligação entre geometrias distintas. O desenho estabelece a transição entre a ortogonalidade do edifício existente e um volume de caráter mais cilíndrico, gerando uma curva contínua que unifica o conjunto. Esta solução reforça a coerência formal e consolida a entrada como momento-chave na experiência do espaço.
Este projeto evidencia a abordagem do Contacto Atlântico, onde inovação, contexto e rigor convergem numa solução consistente. Integrado no seu portefólio, reforça o posicionamento do atelier como uma referência na arquitetura em Portugal, reconhecido pela capacidade de desenvolver intervenções com forte identidade e elevada qualidade arquitetónica.
