Uma moradia única em Cascais assinada pelo Contacto Atlântico, o estúdio do Quarteirão do Rossio

O estúdio de arquitetura português traz a natureza para dentro de casa na sua nova residência unifamiliar de 600 m² na Quinta da Bicuda.

Esta nova moradia de luxo em Cascais, desenhada pelo estúdio de arquitetura português Contacto Atlântico, tem 600 metros quadrados e traduz a abordagem que define a prática: uma casa moderna que dilui a fronteira entre interior e exterior. Da autoria do arquiteto André Caiado, a residência ergue-se na Quinta da Bicuda, uma das zonas mais discretas de Cascais, e reforça a posição do estúdio na arquitetura portuguesa de luxo.

O que é o estúdio Contacto Atlântico?

O Contacto Atlântico é um estúdio de arquitetura com sede no Estoril e cerca de 30 anos de atividade no mercado português. Liderado pelo arquiteto André Caiado, o gabinete é particularmente conhecido pela reabilitação do Quarteirão do Rossio, em pleno centro de Lisboa, o edifício que hoje acolhe a segunda maior loja Zara do mundo. Essa combinação entre reabilitação urbana de grande escala e arquitetura residencial de alto padrão é o que define o perfil do estúdio: projetos tecnicamente rigorosos com forte leitura do contexto.

O que distingue esta moradia em Cascais?

A residência distribui-se por três pisos: uma cave destinada à garagem e zonas técnicas, um piso térreo com a cozinha e as áreas comuns, e um primeiro piso onde se encontram os três quartos. Esta organização separa de forma clara as zonas de serviço, sociais e privadas, o que ajuda a casa a transmitir leveza e organização apesar dos 600 metros quadrados.

A arquitetura caracteriza-se por uma volumetria compacta, ou seja, um volume construído concentrado em vez de disperso, o que reduz a presença visual no terreno e ajuda a casa a integrar-se na paisagem. Grandes superfícies envidraçadas envolvem o volume, varandas e zonas exteriores cobertas prolongam o espaço de vida para fora, e uma piscina e áreas verdes ancoram a moradia no contexto natural.

Como é que o design traz a natureza para dentro de casa?

“Trazer a natureza para dentro de casa” é uma expressão que se usa de forma genérica, por isso vale a pena defini-la. Neste projeto significa três coisas concretas, que funcionam em conjunto.

Em primeiro lugar, os envidraçados de pé-direito completo criam linhas de visão contínuas entre o interior e o jardim, a piscina e a paisagem, tornando o exterior uma presença visual constante dentro da casa. Em segundo lugar, as zonas exteriores cobertas e as varandas funcionam como espaços de transição, permitindo à família passar de áreas totalmente fechadas para áreas totalmente abertas sem a quebra de “sair de casa”. Em terceiro lugar, o projeto respeita o perfil natural do terreno em vez de o obrigar a adaptar-se ao edifício, preservando vegetação e topografia.

Em conjunto, estas decisões reduzem a dependência de iluminação artificial, favorecem a ventilação passiva e criam a fluidez entre interior e exterior que define cada vez mais as moradias de luxo em Cascais.

O que prioriza o arquiteto?

O projeto, iniciado em 2019, foi orientado desde o início por uma prioridade central: a luz natural. As grandes superfícies envidraçadas funcionam como linguagem estrutural da casa, e não como elementos puramente decorativos. O resultado é uma residência onde a rotina familiar é moldada pela luz, pela estação do ano e pela paisagem, mais do que pelas paredes.

Por que razão a ligação ao Quarteirão do Rossio é relevante?

Para um cliente privado que encomenda uma casa de alto padrão, o historial do estúdio num projeto tão visível como a reabilitação do Quarteirão do Rossio é um sinal importante. Demonstra um estúdio de arquitetura capaz de trabalhar no cruzamento entre património, regulação complexa, volumes públicos de grande escala e exigência de design, as mesmas disciplinas que sustentam um projeto residencial sério. Em conjunto com três décadas de mercado, este é o tipo de portefólio que coloca o Contacto Atlântico entre os nomes consolidados da arquitetura portuguesa de luxo.

Versa – Sebastião Almeida, 29 Janeiro 2025