No ano em que celebra 30 anos, a Contacto Atlântico ultrapassou um marco raro na arquitetura portuguesa: mais de um milhão de metros quadrados projetados, 1.001.151,55 m² para ser exato. Fundado pelo Arquiteto André Caiado, este atelier de arquitetura de referência em Portugal desenhou, ao longo de três décadas, muito mais do que edifícios. Desenhou formas de habitar, de circular, de trabalhar e de viver a cidade, a ponto de o seu percurso se confundir hoje com partes inteiras da cidade contemporânea portuguesa.
Quanto representa um milhão de metros quadrados?
É uma escala difícil de imaginar até ser traduzida na linguagem das próprias cidades. Um milhão de metros quadrados corresponde a uma área superior a dois Vaticanos, a cerca de metade do Mónaco, a quase 28 Praças do Comércio, a cerca de 10 Avenidas da Liberdade ou a aproximadamente 4 Parques Eduardo VII. São edifícios recuperados, quarteirões reinventados, hotéis, casas, lojas e equipamentos públicos por onde passam diariamente milhares de pessoas, muitas vezes sem saber que estão a atravessar e a viver a arquitetura da Contacto Atlântico.
Projetos que marcam o legado da Contacto Atlântico
Estes números contam apenas parte da história. Ao longo de três décadas, o atelier ajudou a transformar património em cidade viva, edifícios históricos em novos lugares de encontro e espaços urbanos em experiências contemporâneas. Do Quarteirão do Rossio ao edifício do Diário de Notícias, da Avenida da Liberdade 193 à Casa Cobre, a Contacto Atlântico fala uma linguagem própria, assente na relação entre arquitetura, tempo, memória e permanência.
Com projetos em Lisboa, Cascais, Oeiras, Sintra, Setúbal, Comporta, Algarve e Madeira, mas também em cidades como Londres, Madrid, Budapeste, São Paulo ou Joanesburgo, o atelier, com escritórios no Estoril e em São Paulo, consolidou uma prática portuguesa de largo alcance internacional. Ao longo do caminho, atravessou áreas tão distintas como habitação, hotelaria, retalho, saúde, equipamentos públicos e reabilitação urbana.
Contacto Atlântico: A referência da reabilitação urbana
A reabilitação urbana consiste em recuperar edifícios existentes e devolvê-los à cidade com novos usos, preservando a sua identidade em vez de a substituir. Segundo os registos públicos analisados, desde 2019 nenhum outro atelier português reúne mais projetos próprios de reabilitação urbana premiados ou distinguidos, com três intervenções emblemáticas à cabeça.
O Quarteirão do Rossio, uma das maiores operações de regeneração urbana da Baixa lisboeta e atual casa da segunda maior loja Zara do mundo, a intervenção no edifício do Diário de Notícias e o projeto da Avenida da Liberdade 193 são exemplos claros de como um arquiteto em Lisboa pode transformar edifícios históricos em espaços preparados para o presente, sem apagar a sua memória.
Uma história de continuidade entre gerações
O legado da Contacto Atlântico é também uma história de continuidade. À visão do fundador, assente na relação entre cidade, património, escala humana e durabilidade, juntou-se, desde 2020, o percurso de João Caiado, que representa uma nova geração ligada ao atelier, à equipa e à obra construída.
“Em 30 anos, a Contacto Atlântico ultrapassou 1 milhão de m² desenhados, uma escala superior a dois Vaticanos, construída projeto a projeto entre cidade, património, habitação, hotelaria, retail, saúde e espaços de grande impacto público. Hoje, não estamos apenas a celebrar tempo. Estamos a celebrar escala, legado, cidade transformada e uma continuidade familiar que projeta a Contacto Atlântico para o futuro”, afirma o Arquiteto André Caiado, fundador do atelier.
Ao fim de três décadas, há arquiteturas que deixam de ser apenas edifícios e passam a fazer parte da forma como uma cidade se reconhece. O legado da Contacto Atlântico não se mede apenas em metros quadrados. Mede-se nas cidades que ajudou a transformar.
Este marco foi destacado na Valor Magazine. Saiba mais sobre a Contacto Atlântico e conheça os nossos projetos.
